Inflação desacelera nas projeções do mercado, mas segue acima da meta do Banco Central
Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30% e mantém expectativa de crescimento da economia
Boletim Focus aponta leve recuo na estimativa do IPCA, enquanto projeções para Selic, dólar e PIB permanecem praticamente estáveis
O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação oficial do Brasil em 2026. De acordo com o mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,33% para 5,30%, interrompendo uma sequência de altas nas expectativas inflacionárias. Apesar da redução, a previsão ainda permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A pesquisa semanal reúne as projeções de mais de uma centena de instituições financeiras e serve como referência para acompanhar as expectativas do mercado sobre inflação, crescimento econômico, taxa de juros e câmbio.
Mesmo com a revisão para baixo da inflação, os analistas mantiveram praticamente inalteradas as projeções para os principais indicadores macroeconômicos. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) segue próxima de 2%, indicando uma economia em ritmo moderado de expansão.
Já a taxa básica de juros (Selic) continua projetada em 14% ao ano até o fim de 2026, refletindo a cautela do mercado diante de uma inflação ainda acima da meta. A expectativa para o dólar também permanece estável, com a moeda norte-americana cotada em torno de R$ 5,20 ao final do período.
Inflação segue acima da meta
Embora a redução do IPCA seja considerada um sinal positivo, a estimativa ainda supera o intervalo de tolerância da meta de inflação, cujo centro é de 3% ao ano, com limite máximo de 4,5%. Isso indica que o Banco Central deverá manter uma política monetária restritiva por mais tempo para garantir a convergência da inflação ao objetivo estabelecido.
O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto por investidores, empresas e consumidores, já que influencia diretamente o custo do crédito, o consumo das famílias e as decisões de investimento.
