Representantes de chapas aguardam inscrição e denunciam possível tentativa de atraso no processo eleitoral do Coren-AM
Representantes de chapas que participarão do processo eleitoral para a nova gestão do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM), referente ao período de 2027 a 2029, estiveram nesta segunda-feira, 17 de agosto, no setor de inscrições localizado no térreo da instituição para formalizar suas candidaturas.
Segundo relatos, os representantes chegaram por volta das 14h e permaneceram até as 18 horas aguardando para serem recebidos pela Comissão Eleitoral e realizar os procedimentos necessários para a inscrição.
Ainda de acordo com os presentes, ao perceber a movimentação dos representantes em frente ao setor de inscrição, a atual …
[23:02, 17/08/2026] Dã Kokama: Democracia sob ameaça
A menos de 24 horas do encerramento do prazo de inscrições estabelecido pelo Edital Eleitoral nº 01 (publicado em 3 de agosto de 2026), episódios ocorridos na sede do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) na tarde de 17 de agosto de 2026 levantam sérias dúvidas sobre a lisura e a igualdade de tratamento no processo eleitoral.
Representantes de chapas dos Quadros I (Enfermeir@s) e II e III (Técnic@s e Auxiliares de Enfermagem) compareceram ao Coren-AM já no início da tarde, munidos da documentação necessária para protocolizar suas candidaturas dentro do prazo, que se encerra em 18 de agosto de 2026, às 15 horas. Por volta das 13h49, ao chegar ao local para realizar a inscrição, um dos representantes constatou que havia, em atendimento perante a Comissão Eleitoral, a chapa da atual Presidência do Coren-AM.
O atendimento da chapa em curso prolongou-se ao longo da tarde e, por volta das 16h30, ainda não havia sido concluído. Na sequência, ocorreu uma interrupção no fornecimento de energia elétrica no prédio, comprometendo o funcionamento normal das atividades. Apesar do tempo de espera e da interrupção, não houve, naquele momento, orientação formal aos demais representantes sobre como seriam conduzidos os atendimentos pendentes.
Somente por volta das 17h50 o Presidente da Comissão Eleitoral comunicou aos presentes que não seria possível concluir os atendimentos naquele dia e informou que os procedimentos seriam retomados a partir das 8 horas do dia 18 de agosto, segundo ordem de chegada. A orientação determinou que representantes que já haviam comparecido com documentação no início da tarde retornassem na manhã seguinte para dar continuidade ao protocolo de inscrição.
O que surpreendeu e indignou os presentes foi a informação de que, apesar da paralisação e da impossibilidade de atender os demais representantes, a Comissão Eleitoral daria continuidade ao atendimento já iniciado, destinado à finalização da inscrição da chapa cuja responsável atualmente exerce a Presidência do Coren-AM. A continuidade do atendimento exclusivo levantou questionamentos sobre igualdade de tratamento entre candidaturas e sobre a manutenção de condições equânimes em um processo eleitoral que exige transparência e rigidez procedimental.
O relato não pretende antecipar conclusões sobre a regularidade dos atos, mas documenta, de forma cronológica e objetiva, a sequência de acontecimentos: comparecimento tempestivo dos representantes, longas horas de espera, impossibilidade de atendimento naquele dia, orientação para retorno no dia seguinte e informação sobre a continuidade do atendimento da chapa já em tramitação. Tudo isso ocorreu às vésperas do fechamento do prazo editalício, o que aumenta a gravidade dos fatos.
Os representantes que aguardavam atendimento deverão retornar à sede do Coren-AM a partir das 8 horas do dia 18 de agosto de 2026, conforme orientação verbal do Presidente da Comissão Eleitoral, permanecendo o prazo de inscrições previsto para encerrar às 15 horas do mesmo dia.
A situação reforça a necessidade de que os órgãos responsáveis pela condução de eleições assegurem tratamento igualitário a todas as chapas, comunicação clara sobre procedimentos emergenciais e medidas que preservem a segurança jurídica e a legitimidade do pleito. Qualquer percepção de favorecimento pode comprometer a confiança da categoria no resultado eleitoral.
